Gazeta Itaúna

Combate ao feminicídio e violência contra as mulheres é tema de manifesto em Itaúna neste sábado, 28

Combate ao feminicídio e violência contra as mulheres é tema de manifesto em Itaúna neste sábado, 28

Imagem: reprodução

Evento terá microfone aberto, varais da Responsabilidade e da Homenagem e presença de autoridades.

A OAB Itaúna e a Comissão de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (CEVDF) realizam neste sábado, 28, em parceria com a Prefeitura de Itaúna e diversas entidades da sociedade, um momento de
manifesto e reflexão sobre o combate ao feminicídio.

O evento acontecerá na Praça Dr. Augusto Gonçalves, às 9h, e terá a presença de autoridades e familiares de vítimas de feminicídio. O microfone ficará aberto para manifestação dos interessados em debater
sobre o tema. Para ilustrar o assunto serão exibidos varais da Responsabilidade e da Homenagem.

Minas Gerais é o 2º estado com mais feminicídios do Brasil. Em 2025, 139 mulheres foram assassinadas em Minas, o que significa quase 3 mortes por semana. Em Itaúna, os últimos meses também foram marcados pela violência contra mulheres, com duas vítimas fatais assassinadas por seus
ex-companheiros e uma por seu irmão.

“Não existe justificativa para o feminicídio. Mulheres estão sendo mortas por serem mulheres e a sociedade toda repudia essa pandemia de violência. As leis estão mais duras e rígidas e o sistema de justiça também. Estamos nos unindo e fortalecendo para proteger nossas mulheres”, alerta a advogada Cristiane Lara, uma das organizadoras do manifesto.

O Varal da Responsabilidade apresentará dados e levará o público a refletir sobre motivos que levam as pessoas a tentarem justificar violência contra as mulheres como, por exemplo, culpar a vítima de abuso
sexual pela roupa que estava usando. Já o Varal da Homenagem será um espaço de memória, respeito e luto para familiares e amigos das vítimas recentes de feminicídio ocorridos em Itaúna.

O evento pretende chamar a atenção de todos para o alto índice de violência contra as mulheres e feminicídios, expondo e repudiando publicamente essa situação. Dar voz aos familiares e amigos
das vítimas. Mostrar que a sociedade estará unida e vigilante para prevenir, denunciar, punir e erradicar a violência contra as mulheres.

O prefeito Gustavo Mitre destacou a importância do momento como um chamado à conscientização sobre a violência contra a mulher, uma realidade extremamente grave na sociedade. “Precisamos nos mobilizar para fortalecer a conscientização e garantir que as mulheres, não apenas
em nossa cidade, mas em toda a sociedade, tenham o direito de viver e se movimentar com liberdade e sem medo.”

Como buscar ajuda

O principal canal de denúncia de violência contra a mulher é o Ligue 180, um serviço gratuito e confidencial que funciona todos os dias, 24 horas por dia. Em caso de emergência e violência imediata, ligue 190.

Senado aprova projeto de Lei que criminaliza a misoginia

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é o ódio ou aversão às mulheres. A proposta insere o delito entre os crimes de preconceito e discriminação
previstos na Lei do Racismo.

O texto define a misoginia como conduta baseada na crença da supremacia do gênero masculino. Como forma de combater essa violência, o projeto prevê penas de 2 a 5 anos de prisão nestes casos. O texto agora segue para discussão na Câmara dos Deputados.

Alguns dados da violência contra as mulheres no Brasil:

● Dados do Senado Federal apontam que o Brasil registrou, em 2025, 2.149 casos de feminicídios consumados e 4.755 tentativas de feminicídio, totalizando 6.904 ocorrências deste tipo.
● Contexto das agressões: 71% das agressões domésticas ocorreram na presença de crianças.
● Violência sexual: Entre 2015 e 2024 foram registrados mais de 591 mil casos de estupro de mulheres no Brasil, segundo o Ministério das Mulheres.
● O Painel de Dados do Ligue 180 recebeu mais de 86 mil denúncias até julho de 2025, com 40,7% dos casos ocorrendo na residência da vítima.

Redação

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