Vídeo: grupo extremista planejava ataques terroristas em Brasília durante as eleições
Foto: PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quarta-feira, 4, operação contra grupo extremista depois de receber informações sobre planejamento de atentados durante as eleições de outubro e mesmo antes, durante debates entre os candidatos à presidência da República.
Os suspeitos, com idades ente 19 e 31 anos, participavam de grupos abertos no Telegram com conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos.
O ataque misógino no grupo chamou atenção Polícia Civil do Distrito Federal que, junto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública deflagrou a Operação Rede Interrompida.
O grupo tinha ramificações em diversos estados do país como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Nas mensagens entre os participantes do grupo, um dos lugares que seria alvo de ataques, seria um prédio já escolhido para a realização de debate entre os candidatos.
Um dos locais mencionados nas conversas seria o prédio escolhido para a realização de um debate entre candidatos à presidência da República, e ensinamentos para a produção de explosivos.
“O grupo utilizava o ambiente virtual para compartilhar manuais de fabricação de artefatos explosivos, discutir estratégias de recrutamento e disseminar discursos de ódio direcionados, entre outros grupos, às mulheres em posições de autoridade”, informou a pasta.
A investigação tenta determinar se mulheres específicas foram mencionadas como possíveis alvos ou se, nesta etapa, o material encontrado se restringia à propagação de ódio contra aquelas que ocupam espaços de comando e representação política.
As conversas discutiam formação tática, invasões ou ocupações de edifícios, escolha de alvos e recrutamento de participantes em diferentes estados.
Entre os materiais analisados estavam mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios situados na região central da capital federal.
As investigações prosseguem.
Informações da Revista Fórum
