Justiça suspende decisão da Câmara de Itaúna sobre arquivamento de CPI da Comunicação

Justiça suspende decisão da Câmara de Itaúna sobre arquivamento de CPI da Comunicação

Assessor de Comunicação do Legislativo itaunense, André Messias, que volta a ser investigado por comissão parlamentar – Foto: Viu Itaúna

A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão de uma decisão da Câmara Municipal de Itaúna que havia rejeitado um recurso relacionado ao arquivamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A medida foi tomada em caráter liminar, ou seja, provisório, após vereadores apontarem possíveis irregularidades no processo.
O mandado de segurança foi apresentado por parlamentares que questionaram a condução da sessão extraordinária realizada em 27 de janeiro de 2026. Segundo eles, o presidente da Câmara, mesmo após declarar impedimento para atuar em assuntos ligados à CPI, presidiu a reunião e deu o voto de desempate que resultou no arquivamento do recurso e no encerramento das investigações.
Outro ponto levantado foi a falta de resposta a um pedido formal para que um vereador participasse e votasse remotamente na sessão. O requerimento foi protocolado dentro do prazo, mas não houve decisão antes da votação, o que acabou impedindo sua participação. A votação terminou empatada em 7 a 7 — cenário em que o voto do presidente definiu o resultado.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que há indícios de falhas no procedimento, especialmente pela ausência de apreciação do pedido de participação remota, o que pode ter influenciado diretamente o desfecho da votação. Por isso, determinou a suspensão dos efeitos da decisão tomada naquela sessão.

Redação

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