“Liga para eles não, ficam de implicância, você está sendo injustiçado, mas sempre estaremos aqui para te proteger”

“Liga para eles não, ficam de implicância, você está sendo injustiçado, mas sempre estaremos aqui para te proteger”

De maneira rápida e sem muita discussão, o vereador Guilherme Rocha se livrou de um processo de Comissão Processante, pedido de instauração feito pela professora que se sentiu constrangida pela foto publicada por ele, onde ela estava sentada de maneira mais à vontade. Apenas cinco vereadores deram votos favoráveis para que a CP seguisse, mas nove deles entenderam a denúncia sem fundamento, com uma punição exagerada. As vereadoras Carol e Márcia votaram favoráveis, já que entenderam, como mulheres, que era sim uma punição necessária para que um cidadão que vai até à Câmara assistir às reuniões, o trabalho daqueles que foram eleitos pelo povo, seja respeitado.
Não teve punição neste caso, mas ficou assim? Nada a ser feito? A Câmara não vai ao menos lembrar que ele, durante a reunião, tratava de assuntos alheios ao que acontecia no plenário? De papo com grupo de amigos, ironizando situações? Precisava ter ido “para a sala do diretor e escrito 100 vezes o hino nacional brasileiro”. Alguém, talvez o procurador da Câmara, devesse conversar com ele sobre ética, sobre não ficar em redes sociais nas poucas horas que está em plenário, saber o que dizer quando postar vídeos para não ofender mãe de ninguém, entender que bermuda não é roupa aceitável em reunião e deixar as ironias de lado quando estiver na versão vereador.
Não fazer nada, nem um puxão de orelhas, foi como passar a mão na cabeça dele e dizer “liga para eles não, ficam de implicância, você está sendo injustiçado, mas sempre estaremos aqui para te proteger.”

Zenaide Gomes

Zenaide Gomes

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