Deputada Lohanna oficia Copasa e Governo de Minas após bairros de BH enfrentarem mais de 10 dias sem água

Deputada Lohanna oficia Copasa e Governo de Minas após bairros de BH enfrentarem mais de 10 dias sem água

Deputada Lohanna – foto: Luiz Santana – ALMG

A deputada Lohanna (PV) protocolou ofícios junto à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e ao Governo de Minas cobrando esclarecimentos e medidas urgentes diante da falta de água que atinge moradores de diversos bairros de Belo Horizonte há mais de dez dias.

A parlamentar chama atenção para a gravidade da situação e para os impactos da interrupção prolongada de um serviço essencial. “Não ter água significa não ter como tomar banho, preparar comida, lavar roupas e organizar a vida para o dia seguinte. Estamos falando de uma questão básica de dignidade”, afirma Lohanna.

Contrária à privatização da Copasa, a deputada relembra que alertou durante a tramitação da proposta sobre os riscos de submeter um serviço essencial aos interesses econômicos. Segundo Lohanna, a população recebeu a promessa de que a privatização resultaria em melhoria dos serviços de água e saneamento, mas os problemas enfrentados pelos moradores de Belo Horizonte reforçam a necessidade de acompanhar de perto os resultados desse processo.

Nos documentos encaminhados à Copasa e ao Governo de Minas, o mandato busca informações sobre as causas da interrupção do abastecimento, as medidas que estão sendo adotadas para solucionar o problema e quais ações estão previstas para garantir que situações semelhantes não voltem a acontecer.

Lohanna também critica o que considera uma tentativa de transferência de responsabilidade entre o Governo de Minas e a empresa. Para a deputada, o Estado não pode se omitir diante de falhas em um serviço fundamental para a população. “Água é um serviço essencial e não pode ser tratada apenas como um negócio. O governo não pode abrir mão da responsabilidade de garantir que as pessoas tenham acesso a um serviço de qualidade”, destaca.

A deputada também alerta que o debate sobre privatizações deve permanecer no centro da atenção dos mineiros durante o período eleitoral. Ela cita a proposta de privatização da Cemig como um exemplo de que a discussão não se encerrou com a Copasa. “Já imaginou a gente ficar sem água e sem energia? E ainda ter que lidar com a perspectiva de aumento das contas? Não dá. Precisamos olhar para essas decisões com muita responsabilidade”, afirma Lohanna.

Redação

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