Carnaval acabou. A cultura continua.
O Carnaval passou. Para muitos, foram dias de rua, brilho, suor e celebração. Para outros, e me incluo nesse grupo, foi tempo de descanso e pausa estratégica. Nem por isso deixo de reconhecer: estamos falando da maior festa popular do planeta.
O Carnaval é identidade. É resistência. É economia criativa pulsando. É Brasil sendo Brasil.
E neste ano, algo me chamou ainda mais atenção: a valorização de ícones que ajudaram a construir a nossa cultura contemporânea. Os desfiles das escolas de samba do Rio, que mais me agradaram, reverenciaram Rita Lee e Ney Matogrosso.
Rita e Ney são sinônimos de ruptura, coragem e liberdade. Ousadia com personalidades inconfundíveis. Ambos representam algo que o Carnaval sabe fazer como ninguém: eternizar quem marcou época.
Mesmo para quem prefere “curtir” descansando, foi impossível não admirar. A avenida virou palco de memória coletiva. Porque Carnaval não é só festa. É patrimônio cultural. E valorizar nossos ídolos é manter viva a nossa história.
Cruzeiro pressionado. Carnaval acabou, e agora?

Se teve folia, agora é hora de bola rolando. As semifinais do Campeonato Mineiro chegam com tensão.
O Cruzeiro, dono da melhor campanha geral da primeira fase, entra pressionado. E não é pela tabela. É pelo desempenho. O futebol apresentado até aqui foi sofrível. Falta intensidade, falta confiança!
O adversário é o Pouso Alegre, em sua casa. E aqui não há margem para meio termo: o Cruzeiro tem obrigação de vencer e convencer.
O fantasma do “adeus Tite” esteve presente. A torcida já entoou esse coro em outros momentos nesse início de temporada. Será que ele volta com força se o desempenho não melhorar? Ou será que, passado o Carnaval, o time finalmente começa a jogar bola?
Semifinal não é lugar de promessa. É lugar de resposta. Veremos.
Clássico quente: Atlético chega embalado, América chega questionado

Do outro lado da chave, um clássico que promete ser o confronto mais atrativo da competição.
O Atlético fez algo que muitos consideravam inevitável: demitiu Jorge Sampaoli. A decisão mexeu com o ambiente. E a resposta foi imediata: goleada por 7 a 2 na última rodada da primeira fase. Mudança de comando costuma trazer oxigênio. E trouxe.
Já o América chega classificado em meio à polêmica. Uma arbitragem desastrosa foi determinante para a virada sobre o North, quando o Coelho estava sendo eliminado. A classificação veio, mas acompanhada de questionamentos.
Clássico não aceita distração. Muito menos desconfiança. O Atlético chega motivado. O América chega pressionado a provar que merece estar ali. Ingredientes perfeitos para um jogo grande. Clássico, você sabe, não se joga. Se ganha.
Campanha da Fraternidade 2026: “Ele veio morar entre nós”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil propõe para 2026 um tema profundamente simbólico: “Ele veio morar entre nós.”
Moradia é mais do que teto. É dignidade. É segurança. É ponto de partida. Não existe cidadania plena sem endereço. Não existe estabilidade emocional quando falta o básico. A casa é a base da família, da educação das crianças, da organização da vida.
Nos últimos anos, indicadores nacionais mostram avanços importantes em políticas habitacionais e redução do déficit em algumas regiões, especialmente por meio de programas de acesso à moradia popular. Ainda há desafios enormes mas houve evolução.
E por que isso importa?
Porque a ausência de moradia adequada impacta diretamente: desempenho escolar, saúde pública, empregabilidade, segurança, mobilidade social.
Quando a Campanha da Fraternidade fala em “morar entre nós”, não fala apenas de fé. Fala de presença. Fala de convivência. Fala de humanidade compartilhada.

