Esquema criminoso que envolve Hidelbrando pagava propina para licenças ambientais em áreas de risco
Hidelbrando Neto (arquivo)
O vice-prefeito de Itaúna e secretário de Meio Ambiente, Hidelbrando Neto, está entre os nomes apontados na Operação Rejeito da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa de fraudes na mineração em Minas Gerais, o que além de desastrosos danos ambientais, era um esquema que chega a R$ 1,5 bilhão em fraudes.
Na representação criminal feita pela PF, o vice-prefeito é apontado como proprietário da HCRN ASSESSORIA E CONSULTORIA AMBIENTAL LTDA, e sócio de GILBERTO HORTA na empresa URSA MAIOR e da GMAIS AMBIENTAL nas empresas BRAVA e VERDECAL. As empresas são suspeitas de negócios irregulares em exploração de minério.

Na decisão da Justiça Federal, Hidelbrando é considerado articulador e o elo entre empresários e gestores públicos na organização criminosa. Ainda segundo a Justiça Federal, sua empresa foi inserida em contratos com potencial econômico superior a R$ 3 bilhões. O intuito era neutralizar as fiscalizações estatais e influenciar servidores da Agência Nacional de Mineração e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão preventiva, além do bloqueio judicial de R$ 1,5 bilhão em ativos. Dois dos investigados estão foragidos.
O esquema era de propinas para servidores liberarem licenças em áreas de risco, incluindo barragens com alto potencial de rompimento.

