Zema não apresenta plano para usar 1,8 bilhão do Juros por Educação, aponta deputada Lohanna

Zema não apresenta plano para usar 1,8 bilhão do Juros por Educação, aponta deputada Lohanna

Foto: Alexandre Netto

A deputada Lohanna (PV), cobrou do governo Zema a apresentação de um planejamento detalhado para o programa Juros por Educação, que integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Durante Audiência Pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta terça-feira (21/10), a deputada pediu mais transparência. 

A parlamentar destacou que a iniciativa do Governo Federal representa uma oportunidade para transformar parte dos juros da dívida de Minas Gerais com a União em investimentos diretos na educação pública, mas alertou que o Estado ainda não apresentou um plano claro sobre como pretende aplicar os recursos. Durante a reunião, representantes do Executivo não apresentaram prazos ou estratégias.

Para a parlamentar, a ausência de um planejamento estruturado para o programa revela falta de coordenação e de prioridade política do governo em relação à educação e à juventude. 

Segundo ela, o Estado perde oportunidades valiosas de transformar a realidade dos jovens mineiros ao não apresentar metas, cronogramas e mecanismos de avaliação de resultados. “Achei que a gente teria aqui hoje uma apresentação de um monitoramento de alto nível do que o Trilhas apresentou de bom e do que o Trilhas entregou de ruim, e por isso está sendo mudado  e a gente não viu isso. O Estado perdeu uma oportunidade hoje aqui na Comissão de Educação”, afirmou.

A parlamentar também criticou a incoerência entre o discurso do governador e a prática do governo, destacando que as falas voltadas à juventude contrastam com a ausência de políticas públicas efetivas. Para Lohanna, enquanto o governo prefere o marketing e os vídeos simbólicos, os jovens continuam sem acesso a oportunidades concretas de formação e inserção no mercado de trabalho.

“Depois o governador faz vídeo vestindo armadura, comendo banana com casca, falando de geração ‘nem-nem’, dizendo que a juventude tá no crime. Mas, o Estado não usa as oportunidades que tem pra poder dar vida nova e construir outro mundo para esses meninos”, reforçou.

Redação

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