Vídeo mostra momento em que advogada criminalista é executada com 20 tiros em BH

Vídeo mostra momento em que advogada criminalista é executada com 20 tiros em BH

Foto: Reprodução Vídeo

Câmeras de segurança registraram o momento em que a advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos foi morta a tiros, com cerca de 20 disparos, na manhã desta segunda-feira (22/9). O crime ocorreu na rua Otaviana Fabri, no bairro Ermelinda, região Noroeste de Belo Horizonte. Os suspeitos fugiram e são procurados pela polícia.

As imagens mostram a advogada próxima a um veículo amarelo. Ela foi surpreendida por um homem armado, que desceu do banco do passageiro de um carro prata. O criminoso, vestido com blusa de frio preta com capuz, atirou diversas vezes contra ela. O crime ocorreu na rua onde a vítima morava. Conforme apurado pela reportagem, a advogada e o namorado tinham uma distribuidora de bebidas.

Veja o vídeo:

A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. Testemunhas disseram que os suspeitos deixaram o local em direção à marginal do Anel Rodoviário. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e o caso segue em investigação.

“O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal dr André Roquette para ser submetido a exames. Até o momento, não houve prisão de possíveis envolvidos. A ocorrência encontra-se em aberto e, tão logo seja possível, outras informações serão repassadas”, disse a PCMG.

    OAB classifica o crime como “ataque covarde”
    A Ordem dos Advogados Seção Minas Gerais (OAB-MG) classificou como um “ataque covarde” a morte da advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos. Em nota divulgada, a OAB-MG apontou que o caso alerta a necessidade de “discutir medidas de segurança para que advogadas e advogados possam exercer sua missão constitucional sem medo”.

    Leia a nota da OAB-MG na íntegra

    “É indispensável cobrar do Legislativo a aprovação de projetos que tornem hediondos os crimes cometidos contra advogados. A advocacia não se intimida. Exigimos punições mais severas e condições reais de proteção para quem defende direitos, garantias e a justiça”, acrescentou a OAB, em nota.

    Segundo o presidente da instituição, Gustavo Chalfun, ele determinou a criação de uma comissão para acompanhar o inquérito. “Pela memória de Kamila e pela dignidade da profissão, seguiremos firmes. Unidos, por uma advocacia forte, presente e respeitada”, destacou.

    Matéria reproduzida do jornal O Tempo

    Redação

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