Presa em Divinópolis, foragida da Justiça pelos atos de 8 de janeiro
Foto: rede social de Evandra do Rosário
Evandra do Rosário de Souza, de 51 anos, considerada foragida da Justiça desde setembro do ano passado, 2025, foi presa na manhã deste último domingo, 11, em Divinópolis. A prisão ocorreu na região central quando ela seguia para um mercado da cidade e acabou identificada em tempo real pelo sistema Olho Vivo, que alertou a Polícia Militar sobre um mandado de prisão em aberto.
A polícia identificou a mulher como Evandra do Rosário de Souza, investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento direto nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Logo após o alerta do sistema, os militares se deslocaram até o local, realizaram a abordagem e cumpriram a ordem judicial. Evandra caminhava pela via pública, vestia roupa de academia e não apresentou resistência durante a ação.
STF anulou acordo após novas provas da Polícia Federal
A Justiça expediu o mandado de prisão depois que o ministro Alexandre de Moraes decidiu rescindir um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigada.
Inicialmente, o acordo havia sido homologado em agosto de 2024 e chegou a ser cumprido. No entanto, posteriormente, a Polícia Federal realizou uma nova perícia no celular de Evandra, o que mudou o rumo do processo.
Conforme o laudo, a investigada não apenas permaneceu no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, como também atuou de forma ativa nos episódios de violência registrados na Praça dos Três Poderes durante a invasão das sedes do STF, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.
Diante desse novo conjunto de provas, o STF decidiu anular o acordo e avançar no processo criminal.
Descumprimento de medidas levou à condição de foragida
Com a anulação do ANPP, Alexandre de Moraes restabeleceu imediatamente as medidas cautelares que já haviam sido impostas quando Evandra obteve liberdade provisória.
Entre as determinações estavam: uso de tornozeleira eletrônica; proibição de sair da comarca; recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana; comparecimento semanal em juízo; entrega e cancelamento de passaportes; proibição de uso de redes sociais e restrição de contato com outros investigados.
A Vara de Execuções Criminais da Comarca de Divinópolis ficou responsável pela fiscalização. No entanto, ao tentar intimar a investigada nos dias 20 e 22 de setembro, a Justiça não conseguiu localizá-la nos endereços informados.
Diante da ausência injustificada e do descumprimento das determinações, o STF passou a considerá-la foragida, o que motivou a expedição do mandado de prisão.
Investigada permanece à disposição da Justiça
Após a prisão, a Polícia Militar conduziu Evandra do Rosário de Souza para a unidade policial. Ela permanece à disposição do Judiciário, enquanto o STF avalia os próximos passos do processo.
Publicação de Divinews

