Operação Rejeitos: partidos cobram informações e cassação do vice-prefeito investigado no esquema
Hildebrando Neto, quando das investigações do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, 2019: disse na Assembleia mineira que “providências serão tomadas, caso se comprove que a Vale apresentou documentos falsos” – Foto: Daniel Protzner
Na reunião do Legislativo desta terça-feira, 7, a presidente do diretório municipal do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade- Júlia Soares Teles, em requerimento solicitou informações sobre existência de autorização formal da Câmara para que o vice-prefeito, Hidelbrando Neto, PL, se ausente do país por período superior a 15 dias.
Na Participação Popular, Rayi Ramires Tupinambás reiterou o documento protocolado na Casa, co-assinado por representante do PSOL, PT e outros, solicitando informações sobre as medidas tomadas pela Câmara quanto à ausência do vice-prefeito por período superior ao máximo permitido por lei. Afirmou que, caso a ausência não tenha sido justificada e aprovada pelo Legislativo, pede a instauração de um processo de cassação do vice-prefeito, que até pouco tempo acumulava o cargo de secretário do Meio Ambiente e “gabava-se de ter emitido licenças ambientais para mineração em quantidades recordes”.
Os vereadores Lacimar Cezário, Gustavo Barbosa, Dalmo Assis, Kaio Guimarães, Aristides Carvalho, Leonardo Alves e Wenderson também pediram providências da Câmara com relação à ausência injustificada do vice-prefeito de Itaúna, sem prévia autorização, com instauração de procedimento formal de apuração da sua situação funcional e possível instauração de processo político-administrativo para extinção do mandato.
O presidente da Mesa Diretora, Antônio de Miranda, disse que o requerimento protocolado pelos representantes partidários e apresentados pelos vereadores, todos sobre a ausência do vice-prefeito, serão encaminhados à Procuradoria para análise e posterior tomadas das providências cabíveis.
Também nesta sexta-feira, a Prefeitura de Itaúna divulgou para a imprensa a suspensão do salário de Hidelbrando Neto por estar há mais de 15 dias nos Estados Unidos. Desde que a Operação Rejeitos foi deflagrada, em 17 de setembro, e o vice-prefeito teve prisão preventiva decretada, ele não voltou a Itaúna.
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