Médica que sequestrou bebê, também matou para ser mãe de uma menina, diz PCMG
Imagem: PCMG
Cláudia Soares Alves, que hoje usa uma tornozeleira eletrônica pelo sequestro de um bebê em um hospital de Uberlândia, foi presa novamente, agora por suspeita de ser mandante de um homicídio.
Em 2024, a médica, se fazendo passar por pediatra, pegou uma bebê recém nascida e deixou o hospital. Os policiais resgataram a criança no Jardim Morumbi e Cláudia foi presa em flagrante. Ela cumpre prisão domiciliar.
Na prisão desta semana, dois outros homens, pai e filho, também foram detidos no mesmo dia, nesta quarta-feira, 5, em Goiás. Eles são suspeitos de terem matado, a mando de Cláudia, uma farmacêutica, ex-mulher do homem com quem a médica tinha um relacionamento. Ele tinha o que Cláudia mais queria, uma filha.
Cláudia queria ser mãe de qualquer jeito, e não conseguia engravidar e foi o que ficou constatado pelos policiais quando foram à casa da suspeita. Um quarto do imóvel estava todo decorado para receber uma criança.
Este homicídio que a levou à prisão foi há 4 anos, mas só agora as investigações levaram à Cláudia. Quando se envolveu com o ex-marido da farmacêutica, tratava a enteada como filha e passou a querer que fosse a única na vida da menina. Eles chegaram a se casar, mas o homem logo percebeu que a nova mulher tinha séria instabilidade emocional e terminou o relacionamento.
Foi quando Cláudia arquitetou um plano para matar, na esperança de reatar o relacionamento e assumir definitivamente a maternidade da menina, e em 2020, a vítima foi morta com cinco tiros.
O crime foi cometido por dois vizinhos da mulher, pai e filho, também presos.

