Justiça federal manda soltar todos investigados da Operação Rejeito
Foto: Hidelbrando Neto – arquivo
Na manhã desta quarta-feira, 14, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) determinou a soltura dos investigados da Operação Rejeito ainda presos desde setembro.
Em dezembro já haviam sido soltos Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder da organização criminosa; João Alberto Paixão Lages, articulador político e institucional do grupo; Helder Adriano de Freitas, gestor operacional e diretor da empresa Aiga; Rodrigo de Melo Teixeira, delegado da PF, acusado de atuação no mercado minerário e no dia a operação, Noêmia dos Santos, diretora administrativa e financeira das empresas de fachada.
Para o desembargador federal relator do processo, Pedro Felipe de Oliveira Santos, se apenas alguns suspeitos permanecessem presos, afrontaria os princípios “da isonomia, da proporcionalidade e da coerência do sistema judicial, além de esvaziar a racionalidade do controle cautelar no âmbito da persecução penal.”
Beneficiados com a decisão de hoje são Ursula Paula Deroma, administradora da empresa Brava Mineração; Phillipe Westin Deroma Furtado, sócio e operador financeiro; Marcos Arthur Mendonça, articulador operacional; Gilberto Henrique Horta de Carvalho, articulador interinstitucional e lobista do grupo; Felipe Lombardi Martins, o “homem da mala”; Jamis Prado de Oliveira Junior, operador logístico e financeiro; Rodrigo Gonçalves Franco, ex-presidente da FEAM; Leandro César Ferreira de Carvalho, ex-gerente Regional da Agência Nacional de Mineração (ANM); Guilherme Santana Lopes Gomes, ex-diretor da ANM; Caio Mário Trivellato Seabra Filho, diretor da ANM; Arthur Ferreira Rezende Delfim, servidor da FEAM que emitiu licenças irregulares.
Os investigados terão que usar tornozeleira eletrônica, durante a semana terão que ficar em casa à noite e nos fins de semana, durante todo o tempo, não podem deixar o Brasil e terão que comunicar mudança de endereço.
O vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, permanece sob investigação e teve a inclusão de seu nome na lista de procurados pela Interpol, Polícia Internacional, pedida pela Polícia Federal. Com a decisão de hoje, ainda não está clara a sua situação.

